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25 janeiro 2009

Equipando os Santos 31 - Reciclando velhas idéias

Equipando os Santos
edição n° 31 - Teresina, 25/01/2009


O homem e o meio ambiente


Por Hérika Ribeiro

A relação entre o homem e o meio ambiente pode ser resumida pelas duas leis da termodinâmica. De acordo com a primeira lei da termodinâmica nenhuma forma de energia se cria ou se perde, mas tudo se transforma. E a segunda diz que todo sistema tende a perder energia.


Por que está vivo, o homem necessita constantemente de energia. Impedido de criá-la e incapaz de mantê-la indefinidamente, ele se insere em uma cadeia alimentar, que nada mais é do que uma cadeia energética. Ele se alimenta do boi, que se alimenta do pasto, que produz sua energia a partir da fotossíntese. Isso poderia dar uma falsa impressão de que as plantas seriam capazes de sustentar toda a cadeia por serem auto-suficientes na produção de energia. Nada mais longe da verdade. As plantas também são dependentes de outra fonte: o sol. São o calor e a luz do sol que, em última instância, garantem a permanência da vida na terra.


Isso evidencia o verdadeiro papel do homem no que diz respeito ao meio ambiente. O homem não é o predador-mor, não é o ápice da cadeia evolutiva, mas tão somente um elo em uma corrente. Ou seja, está inserido não em uma relação de dominação e exploração como sempre se pensou, mas de interdependência, na qual é necessário avaliar o uso e a disposição dos recursos, levando em conta não só as nossas necessidades, mas de toda a cadeia.


A noção de que a nossa relação com a natureza é energética pode levar a profundas alterações na mentalidade e, consequentemente, no modo de agir das pessoas. A grande crise do aquecimento global, por exemplo, tornou-se mais aguda devido a escolhas de matrizes energéticas que tinham um apelo econômico imediato. Quando o motor a combustão foi inventado, o óleo vegetal era a opção para a geração de energia. Porém o petróleo era abundante e subutilizado e pareceu então uma boa idéia usá-lo como combustível. Levamos mais de cem anos para perceber que esta foi uma escolha errada.


No entanto, agora mesmo, com o fim da era do petróleo sendo anunciada, é preciso ter muito cuidado, já que a substituição do mesmo pelo chamado biodiesel pode repetir o erro estratégico. A atual demanda de energia pelos motores exigiria uma área plantada absurdamente grande para garantir o seu abastecimento. Corremos o risco de trocar um desastre por outro, simplesmente. Neste caso, trocaríamos o problema da emissão de carbono, resultante da queima dos combustíveis de origem fóssil na atmosfera pelo da substituição de culturas para a produção de alimentos e até mesmo pelo desmatamento de áreas florestais ou a destruição de ecossistemas complexos visando a produção de combustível.


Não é mais possível tomar decisões sem analisar o impacto delas em todo o sistema. Mas a primeira lei da termodinâmica pode ser um alento e uma esperança contra o sinistro significado da segunda. Não podemos criar energia, mas tampouco podemos destruí-la. O uso racional da energia requer a compreensão deste paradigma. E como se diz, sabendo usar, não vai faltar.


***

Nesta edição

1. Quatro perguntas matadoras - Apresento simplesmente o melhor artigo que já li em Probe. Sue Bohlin apresenta essas perguntas que ajudarão a pensar criticamente.
2. Só a ciência trata da realidade? - O dr. Ray Bohlin escreve sobre o perigo cada vez mais real de limitarmos nossas possibilidades de conhecimento ao evolucionismo.
3. O aborto - Em tempos de relativismo radical, Reinaldo Azevedo permanece defendendo a razão e a lógica. Neste artigo, publicado originalmente em seu blog, o autor desmonta as falácias dos argumentos pró-aborto.
4. O Homem de Neandertal e o Rei da Criação - Chuck Missler nos apresenta os fatos e as últimas descobertas sobre este "homem das cavernas" que você não viu ou verá na mídia.


Deus abençoe você!
Allan Ribeiro

24 janeiro 2009

O ABORTO

Por Reinaldo Azevedo
Publicado originalmente em seu blog

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Não fosse a exposição da carnificina, também a retórica (o que procuro evitar), publicaria aqui todas as mensagens que chegam me esculhambando porque, como é público e notório, oponho-me ao aborto. Barack Obama, seguindo a cartilha majoritária do Partido Democrata, acaba de suspender as restrições de financiamento público a entidades que promovem tal prática. Antes dele, Bill Clinton, titular dos dois primeiros dos “três mandatos” clintonianos, fez o mesmo. Os republicanos Ronald Reagan, Bush pai e Bush filho impuseram restrições. Vá lá... A questão, nos EUA, obedece à lógica pendular. No Brasil, o debate a respeito é permanente. A VEJA desta semana traz uma ampla reportagem a respeito. Ali estão expostos fatos, dilemas morais, éticos, religiosos e histórias pessoais às vezes dramáticas.

Acompanhem com atenção os que estão dispostos a algum diálogo — sim, porque há os que não estão, e, nesse caso, textos são inúteis. Compreendo algumas posições muito duras de quem se opõe ao aborto na certeza de que se pratica um assassinato. Afinal, diante da morte, qual é o relativismo possível? Mesmo assim, tenho coibido algumas manifestações cuja agressividade não ilumina — antes turva as convicções.

Mas, confesso, a defesa agressiva do aborto e a falta de disposição para o diálogo de seus partidários me são um tanto assustadores. Muito bem:
a) eles não consideram o feto ainda uma vida — em algum estado da natureza, aquela coisa deve estar (eles não querem saber qual);
b) acreditam que é uma questão que diz respeito ao direito das mulheres;
c) deploram as convicções religiosas de seus adversários etc.
Certo, certo. Tudo ainda muito compreensível. O que não entendo — e não entendo mesmo — é o núcleo moral desta a escolha, a saber: o que faz alguém se tornar militante pró-aborto? Qual é, vamos dizer, o seu TODO FILOSÓFICO de que tal defesa tão ativa É PARTE? Escandalizava-me, à época da questão Terri Schiavo (lembram-se?), que pessoas saíssem às ruas pedindo o desligamento dos aparelhos — embora os pais da moça se dispusessem a cuidar do seu “vegetal” (como ela era chamada). Mas a lei disse que eles não tinham direito a seu “pé de alface”, a seu “aspargo”, a “gerânio”...

Tenho, sim, abrigado a divergência no meu blog sobre essa e outras questões, nos limites, já disse, do que considero aceitável. Mas não é possível que os defensores tão entusiasmados do aborto não se lembrem ao menos de ser decorosos, reconhecendo que, em cada história que leva à interrupção da gravidez, há uma rotina de sofrimentos. Até onde o tratamento tão ligeiro dispensado ao feto não traduz também ligeireza no trato com os já nascidos?

E também me parece que chegou a hora de os defensores do aborto saírem daquele lugar confortável em que se colocaram, de onde, com, parece-se, obtusidade moral e filosófica, sentenciam: “As restrições ao aborto são todas de natureza religiosa, e a sociedade é laica”. Acho que não, acho que não...

UM - O fato de que a maioria das denominações cristãs considere que a vida tem início na concepção não desobriga os não-religiosos de tentar responder quando começa a vida. E tal resposta se faz necessária para se saber quando se está ou não se está (do ponto de vista deles) lidando com a morte. Ou se vai chegar ao horror a que se chegou nos EUA? O agora presidente Obama, antes senador, votou a favor de verbas para grupos que promovem o chamado “aborto com nascimento parcial”, realizado no último trimestre de gravidez, às vezes aos oito meses. Façam uma pesquisa. Nem Cícero conseguiria usar a retórica para distinguir aquilo de homicídio, agravado pela torpeza e crueldade. Mesmo os defensores do aborto têm de dizer a partir de que momento ele não seria mais permitido. E, ao estabelecer tal tempo, dizer por que não. Ao definir o momento do “não”, será preciso especificar as razões por que antes se diz “sim”; será preciso definir por que os óbices de um aboerto aos seis ou sete meses de gestação inexistem aos dois;

DOIS – É curioso que os defensores do aborto que atacam a perspectiva que seria puramente religiosa dos seus adversários acreditem que só mesmo a religião poderia se interessar em proteger o feto. Pergunto-me, um tanto espantado, se o humanismo laico não pode alcançar a concepção, protegendo-a. SERÁ QUE UM ATEU OU AGNÓSTICO ESTÁ IMPEDIDO DE SER CONTRÁRIO AO ABORTO PORQUE ISSO CORRESPONDERIA A SER CONTRÁRIO À RAZÃO? Ora, ora... Nós, os cristãos, somos um conforto para essa gente, não? “Ah, isso é coisa daqueles carolas, daqueles papa-hóstias, que querem impor o seu modelo e a sua visão de mundo para toda a sociedade, que é LAI-CA” (alguns fazem escansão de sílabas na esperança de que eu acabe concordando com eles...). Não, não... Com todo o respeito, deixem de preguiça moral e ética. Creio que o “amor pelo homem”, ainda que sem Deus, esteja obrigado a se pronunciar sobre a proteção à concepção.

TRÊS – Mesmo no caso do chamado aborto de anencéfalos, há uma questão de princípio que não pode ser mitigada. Os preguiçosos pensarão: “Huuummm... Vai morrer logo mesmo, não têm chance, então é melhor abortar”. Os mais cuidadosos hão de pensar:
“Isso nos coloca diante de algumas questões:
- quando uma vida é viável ou não?
- temos o direito de determinar a duração dessa viabilidade?
- estabeleceremos que só se fará a interrupção no caso de anencefaria?
- a medicina avança; e crianças com vida prevista de apenas um ano? Devem nascer ou não?;
- e fetos que, nascidos, sobreviverão, mas se tornarão crianças com terríveis deformidades, que implicarão sofrimento para os pais e até para si mesmas? Devemos poupar toda essa gente do sofrimento, fazendo o que o Deus deles não costuma fazer?

SERÁ MESMO QUE OS CRISTÃOS SÃO ESSES SERES MOSTRUOSOS, QUE QUEREM IMPOR A FERRO E FOGO O SEU PONTO DE VISTA? SERÁ MESMO QUE OS DEFENSORES RADICAIS DO ABORTO ESTÃO FLERTANDO APENAS COM UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA, HUMANA, TOLERANTE E PLENA DE DIREITOS?

Leia no blog de Reinaldo Azevedo todos os comentários a esta postagem

23 janeiro 2009

O homem de Neanderthal e o Rei da Criação

Por Chuck Missler, traduzido por Allan Ribeiro
Da
eNews issue de 06 de janeiro, 2009
http://www.khouse.org (visite nosso website para uma assinatura GRÁTIS)


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À medida que nos aproximamos do 200° aniversário do nascimento de Abraham Lincoln em 12 de fevereiro, devemos também encarar o 200° aniversário do nascimento de Charles Darwin. o 150° aniversário de A Origem das Espécies de Darwin também se aproxima em novembro. Em reconhecimento do tremendo impacto que a teoria de Darwin da evolução tem tido sobre o mundo, estamos imprimindo artigos que tocam no outro lado da história. Na eNews de 23 de dezembro de 2008, nós definimos a palavra 'evolução'. Esta semana iremos escrutinar o Homem de Neanderthal e ver que mesmo os esforços do homem para demonstrar a evolução da humanidade acabaram em glória para Deus.

Em 1856, os ossos de um antigo humano foram descobertos em uma caverna no Vale Neander, a leste de Dusseldorf, Alemanha. Os ossos vieram a ser chamados de o Homem de "Neander Thal", (Neander Vale).

Durante o século XX, o público foi ensinado a ver os Neandertais como grandalhões desajeitados, com mandíbulas peludas protuberantes e lábios caídos; o "homem das cavernas", primo evolucionário menos-brillhante do homem. Não importando que esses sujeitos antigos tinham crânios com espaço para o cérebro, e portanto cérebros, ainda maiores do que os nossos.

Quando o grande patologista Rudolf Virchow (1821-1902) examinou os ossos de Neanderthal em 1872, ele concluiu que o neanderthal, descoberto em 1856 era um homem de meia-idade, com casos sérios de artrite e raquitismo (causado por uma deficiência de vitamina D, devido a uma carência de exposição à luz solar). Depois que A Origem das Espécies de Darwin foi publicada, a visão de que esses ossos teriam vindo de um ancestral evolucionário distorceu a objetividade de muitos cientistas; o neanderthal de ossos pesados passou a ser encarado como um tolo elo perdido entre os gorilas e o homem moderno.

À medida que progressivamente se conhece mais sobre esses antigos humanos, paleoantropólogos tem trabalhado para discernir exatamente como os neandertais se encaixaram na história humana. Estudos recentes sobre DNA mitocondrial tem alegado demonstrar que os Neandertais, conquanto proximamente relacionados aos humanos modernos, não foram seus ascendentes diretos. No entanto, os 3 esqueletos do Lago Mungo encontrados na Autrália, um homem anatomicamente moderno, também têm DNAmt diferentes dos dos humanos de hoje. Enquanto a linhagem humana dos neandertais pode ter sido extinta, as evidências dizem que eles foram pessoas inteligentes.

Descobertass durante anos mais recentes tem lançado mais luz sobre os neandertais e suas vidas. Desde a descoberta original no Vale Neander, mais ossos neandertais foram encontrados pela Europa e até em Israel. Os neandertais possuiam o osso hióide, que é necessário para a fala humana. Eles foram encontrados com ferramentas e armas, desenhos em cavernas, evidências de funerais e até mesmo um instrumento musical. Na verdade, os buracos dos dedos da flauta neandertal encontrada na Eslovênia em 1995 eram espaçados de acordo com a escala diatônica - do, re, mi, fa, sol, la si - o que mostra que seu fabricante possuía tanto inteligência quanto um ouvido musical. A imagem do Neandertal está tendo que ser revista, à medida que cientistas percebem que enquanto eles tinham ossos mais densos e eram mais poderosos fisicamente do que somos hoje, esses humanos eram também pessoas inteligentes, criativas e espiritualmente conscientes.

De fato, o Dr. Jack Cuozzo, um ortodontista de New Jersey, que estudou muitos dos crânios neandertais em primeira mão, argumenta que, baseado em sua experiência no estudo do crescimento dos ossos, os neandertais podem ter simplesmente tido vidas extremamente longas - talvez 400-500 anos, ao invés de nossos típicos 80.

Ironicamente, o nome Neander é uma versão clássica de Neumann, que significa "novo homem". Mais irônico ainda foi o jeito que o vale do "Novo Homem" recebeu seu nome. Em meados dos anos de 1600, um jovem chamado Joachin Neander estabeleceu-se em Dusseldorf, Alemanha, como reitor da escola de latim. Enquanto estava suspenso do ensino durante alguns desentendimentos com a igreja reformada, ele passava grandes períodos caminhando no vale do rio próximo e escrevendo hinos. Aparentement ele passou tanto tempo neste vale agradável próximo a Dusseldorf, que deram o seu nome a ele. Seus hinos foram publicados e alguns, como os seguintes versos, são cantados hoje.

Louvado seja tu, o Senhor Todo-poderoso, o Rei da Criação
Oh, miha alma, louva a ele, pois ele é tua saúde e salvação
Todos vós que ouvis, agora ao seu templo se acheguem
Juntai-vos a mim em alegre adoração.

Enquanto os cientistas trabalham para colocar os neandertais em seu lugar apropriado na história humana, o nome dado a esses antigos seres humanos traz à mente que outro homem do Vale Neander, que louvava Deus como o Todo-poderoso - e talvez os ossos de Neandertal, mesmo agora, estejam trazendo glória ao mesmo Rei da Criação.


Links Relacionados:

Joachim Neander - Answers.com
Neanderthal Flute - NYU
Neanderthal: 99.5 Percent Human - Live Science
Saint Cesaire - eMuseum
What About the Neanderthals? - Creation Defense
The Continuing Story of Neandert(h)al Man - Centrum voor Recht and ICT

21 janeiro 2009

Quatro perguntas matadoras

Escrito por Sue Bohlin, traduzido por Allan Ribeiro

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O dr. Jeff Myers do Bryan College e Summit Ministries compartilha nossa paixão por ajudar outros a desenvolver uma cosmovisão bíblica. Uma das ferramentas que ele oferece para desenvolver as habilidade do pensamento crítico é como usar as perguntas certas na hora certa.

Ele sugere quatro "perguntas matadoras" para ajudar qualquer um a pensar criticamente {1}. A primeira pergunta é, o que você quer dizer com isso? Em outras palavras, defina seus termos. A segunda pergunta é, Onde você obteve essa informação? A terceira é Como você sabe que isso é verdade?, e a quarta pergunta matadora é E se isso estiver errado?

O dr. Myers conta esta história:

"Um amigo levou um grupo de alunos da terceira série para o Denver Museum of Natural History. Antes de levá-los para dentro, ele se abaixou até a altura deles e disse, "Garotos, se alguém neste museu disser qualquer coisa a vocês, eu quero que vocês perguntem a eles, como você sabe que isso é verdade?". Ensinar uma pergunta dessas a uma criança do terceiro ano é o equivalente intelectual de dar a elas um míssil terra-ar. Esses meninos entraram no museu; tudo que eles sabiam era, pergunte: como você sabe que isso é verdade?

"Um paleontólogo estava indo mostrar a eles como encotrar um fóssil. Aparentemente eles tinham intencinalmente enterrado um fóssil na amostra de solo e ela disse, 'Nós vamos encontrá-lo'. Muito esperto, não? Não, não com este grupo. Porque eles começaram a fazer perguntas como, 'Bem, como você sabe que há um fóssil aqui?' 'Bem, porque nós simplesmente sabemos que há um fóssil aqui'. 'Por que você quer encontrá-lo?' 'Bem, porque nós queremos estudá-lo'. 'Por que vocês querem estudá-lo?' 'Nós queremos descobrir a idade dele'. 'Bem, qual a idade que você acha que ele tem?' 'Cerca de 60 milhões de anos'.

'Dona, como você sabe que isso é verdade?'

"Ela tentou manter um ar de superioridade. Ela disse, 'Bem, sabe, eu sou uma cientista, eu estudo essas coisas, eu simplesmente seu isso'. Eles disseram, 'Bem, como você sabe que isso é verdade?' Quando ela dizia qualquer coisa eles simplesmente perguntavam, 'Como você sabe que isso é verdade?' O que aconteceu a seguir prova que a verdade é mais estranha do que a ficção. Ela jogou suas ferramentas ao chão, encarou aquelas crianças e disse, 'Olha, crianças, Eu não seu, tá? Eu só trabalho aqui!'" {2}.

Pergunta 1: O que você quer dizer com isso?

A primeira pergunta é, o que você quer dizer com isso? A sua intenção é que a outra pessoa defina seus termos e explique o que está dizendo. Se você não deixar claro que entende o que a outra pessoa quer dizer, vocês podem terminar tendo uma conversa usando as mesmas palavras, mas significando coisas bem diferentes.

Quando era recém-convertida, eu fui abordada na rua por algumas pessoas que recolhiam dinheiro para um ministério voltado para jovens. Eu perguntei inocentemente, "Vocês ensinam sobre Jesus?" Eles disseram, bastante hesitantes, "Simmm...." Eu dei algum dinheiro a eles e perguntei pelo material impresso deles (que foi a ordem inversa do que eu deveria ter feito). Somente depois eu aprendi que eles ensinavem mesmo sobre Jesus - que Ele era o irmão de Satanás! Eu queria ter tido as primeiras perguntas matadoras naquele tempo. Aí eu teria perguntado, "O que vocês ensinam sobre Jesus? Quem é Ele para vocês?".

Consiga a definição da outra pessoa. Digamos que você está falando com um vizinho que diz "Eu não acredito que exista um Deus". Não enter em disputa com ele "Ah, existe sim!" "Não, existe não". Segunda Timóteo 2.24-25 nos diz para não contendermos com ninguém. Simplesmente comece, ao invés, fazendo perguntas. "O que você quer dizer com 'Deus'? Qual o seu entendimento deste Deus que não existe?" Deixe que ele defina o que não existe! Você pode muito bem descobrir que o deus que ele rejeita é deus mau, frio, abusivo que se parece muito com o pai dele. Neste caso, você pode garantir a ele que você não crê nesse deus tampouco. O verdadeiro Deus é muito diferente. Se fosse eu, neste ponto, eu não buscaria o argumento pela existência de Deus, mas tentaria entender de onde a pessoa está vindo, mostrando a compaixão e a graça de Deus a alguém que suporta dolorosas cicatrizes em sua alma.

Vamos dizer que alguém diga que é a favor do direito de uma mulher escolher o aborto. Você pode perguntar, "O que você quer dizer com 'mulher'? Só mulheres adultas? E se o bebê for de uma garota, ela tem o direito de escolher? O que você quer dizer com 'direito'? De onde vem esse direito?" Você percebe que, perguntar O que você quer dizer com isso? pode expor problemas na perspectiva da outra pessoa?

pergunta 2: Onde você obteve essa informação?

A pergunta Onde você obteve essa informação? é particularmente importante na cultura de hoje, em que estamos afogados em informações de uma gama imensa de fontes. A informação está sendo bombeada em nós pela TV, rádio, música, websites, e-mail, blogs, boletins, filmes e conversas com pessoas que não têm nenhum filtro da verdade no lugar de jeito nenhum. Considere o tipo de resposta que você poderia receber à pergunta, Onde você obteve essa informação?

"Eu ouvi em algum lugar." Bem, quanto isso é confiavel? Arremata com outra pergunta matadora, Como você sabe que isso é verdade?

"Todo mundo diz." Pode ser, mas é verdade? Se você disser alguma coisa alto o bastante, com frequência o bastante e por tempo o bastante, as pessoas irão acreditar que é verdade, mesmo se não for. Por exemplo, "todo mundo diz" que a pessoa nasce gay. Todo mundo já não sabe disso hoje? É isso que nós ouvimos, todo dia, mas onde está a ciência que dá suporte a esta asserção? Acaba que não há nenhuma. Nenhuma lasquina de prova de que existe um gene gay.

Alguém pode dizer, "Eu li isso em algum lugar." Então pergunte, em um jornal ou revista legítimos? Ou foi em um tablóide? Elvis não está vivo e ninguém pode perder doze quilos em uma semana. Você pode ter lido isso em algum lugar, mas existe uma palavra para este tipo de escrito: ficção.

Você viu na internet? Pode ser simplesmente um indivíduo com grande habilidade gráfica espalhando coisas que ele mesmo inventou. Ou poderia ser algo vindo de um website confiável e legítimo como Probe.org.

Você viu na TV? Quem disse isso, e o quão confiável é a fonte? Trata-se de um fato ou opinião? Esteja alerta para a agenda da cosmovisão por trás da maioria das coisas que sai na mídia. O ex-repórter da CBS, Bernard Goldberg expôs as inclinações esquerdistas da mídia em seu livro Bias: A CBS Insider Exposes How the Media Distort the News [Tendência: Alguém de Dentro da CBS Expõe Como a Mídia Distorce as Notícias]. A maioria das coisas que você vê na TV é o que a Bíblia chama de "o mundo", e devemos ter discernimento e ceticismo acerca dos valores e informações que ela nos passa.

Não seja enganado por alguém que parece confiante e seguro. Muitas pessoas sentem-se confiantes sem qualquer base para se sentirem assim. Pergunte, Onde você obteve essa informação? É uma grande pergunta matadora.

Pergunta 3: Como você sabe que isso é verdade?

A terceira pergunta matadora é, Como você sabe que isso é verdade? Esta é provavelmente a pergunta mais poderosa de todas. Ela coloca o ônus da prova sobre a outra pessoa.

A maioria das pessoas não tem consciência do que eles presumem ser verdade; simplesmente não há outro modo de ver o mundo. Eles geralmente crêem no que crêem sem se perguntar se é verdade, se aquilo está alinhado com a realidade. Se você respeitosamente fizer perguntas matadoras como Como você sabe que isso é verdade?, de repente pode começar a ocorrer para as pessoas que o que elas crêem, elas crêem pela fé. Mas onde a fé dessas pessoas está alicerçada?

Algumas vezes, a coisa mais bondosa que podemos fazer por uma pessoa é sacudir gentilmente suas pressuposições e convidá-las a pensar.

A filosofia reinante na ciência hoje em dia é o materialismo, a insistência de que o universo físico é tudo o que existe. Algo só é real se puder ser medido e quantificado. Precisamos perguntar, Como você sabe que não há nada além do contínuo matéria-espaço-tempo-energia? Como você sabe que os instrumentos de medição física são os únicos que importam? Como você sabe que não existe algo não-físico, que não pode ser medido com ferramentas de medição físicas? Se tudo o que você tem é uma régua, como você mede o peso? (E se tudo o que você tem é uma régua e alguém quer falar sobre peso, seria fácil negar que existe algo como peso, somente altura e comprimento, muito parecido com a insistência dos materialistas de que, já que não podemos medir o sobrenatural, ele não existe).

No centro do debate sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias está a questão da pessoalidade de um embrião humano. Aqueles que insistem que não há vida até a implantação precisam ser questionados, Como você sabe que isso é verdade? É geneticamente idêntico ao embrião dez minutos antes da implantação. Como você pode saber que trata-se somente de um monte de células e não um ser humano?

O pensamento pós-moderno diz que ninguém pode conhecer a verdade. Esta filosofia permeia quase todo campus universitário. Para o professor que assevera, "ninguém pode conhecer a verdade", um aluno poderia perguntar, Como você sabe que isso é verdade? Se isso parece um tantinho louco para você, ótimo! Um professor que diz que não há verdade, ou que se há, ninguém pode conhecê-la, diz isso porque ele ou ela crê que isso seja verdade, ou eles não estariam dizendo isso!

Nós recebemos e-mails hostis em Probe informando-nos como somos estupídos e tendenciosos por crermos na Bíblia, pois ela foi mal-traduzida e modificada durante os séculos e que ela foi, afinal, escrita por homens. Quando eu pergunto "Como você sabe que isso é verdade?", eu não recebo respostas. Pôr o ônus da prova sobre a outra pessoa é bastante legítimo. As pessoas etão geralmente só repetindo o que elas ouviram de outros. Mas nós temos que estar prontos para oferecer uma defesa para a esperança que está em nós também {3}. É claro que quando apontamos para a Bíblia como nossa fonte de informação, é apropriado fazer a pergunta matadora "Como você sabe que isso é verdade?". Felizmente, há uma enorme quantidade de evidências de que a Bíblia de hoje é viturlmente a mesma que os manuscritos originais. E há fortes evidências de suas origens sobrenaturais por causa de coisas como as profecias cumpridas. Vá até a seção "Reasons to Believe", de Probe.org para ler inúmeros sobre por quê podemos confiar que a Bíblia é mesmo a palavra de Deus.

Há muitas pessoas erradas e enganadas que crêem em reencarnação e insistem que lembram-se de suas vidas passadas. Shirley MacLaine alega ter sido uma gueixa japonesa, um suicida em Atlântida, um órfão criado por elefantes e a sedutora de Carlos Magno {4}. É aqui que entra a pergunta matadora. Se você perde suas memórias da vida quando morre, como você sabe que suas vidas passadas são reais? Quando você nasce em um novo corpo e o seu prontuário é limpo, como você sabe que é você mesmo?

Muitas pessoas têm abraçado um padrão pragmático e pertinente do tipo "Ah, pra mim não tem problema ". "Pra mim não tem problema fraudar minha daclaração de renda, desde que eu não seja pego". "Pra mim não tem problema passar horas em sites pornô tarde da noite, desde que minha espoda não saiba como acessar o histórico do computador". "Pra mim não tem problema manter Deus em seu canto do universo enquanto eu faço o que quero; eu vou virar religioso quando for velho". Bem, como você sabe que funcionará? Você ainda não viu o quadro todo. Você não pode conhecer o futuro e você não tem como saber como as consequências de amanhã serão colhidas de suas escolhas de hoje.

Deixe-me acrescentar uma advertência aqui. A questão por trás de Como você sabe que isso é verdade? é, na verdade, "Por que eu deveria acreditar em você?". Pode ser bastante desconcertante ser desafiado desse jeito, então esteja certo de perguntar com uma expressão simpática e sem farpas na voz.

Pergunta 4: E se isso estiver errado?

Um benefício desta pergunta é que ela nos ajuda a não desperdiçar tempo e esforço. Há muitos problemas onde isso não importa muito se estivermos errados. Se você está agonizando em cima de um menu de restaurante, tentando imaginar qual a melhor entrada, e se você estiver errado? Não importa. Você pode provavelmente voltar outro dia. Se você não puder, porque você esteja viajando e nunca terá outra chance, isso vai arruinar sua vida? Absolutamente não.

Muitos de nossos jovens (e, infelizmente, adultos também) crêem que fazer sexo é somente parte de ser social. Muitos deles crêem que o sexo se qualifica como recreação, muito como ir a um parque de diversões. Eles precisam ser desafiados: E se isso estiver errado? Além da alta probabilidade de contrair inúmeras doenças sexualmente transmissíveis, existe a contínua dor no coração da descoberta de que "casual" sexo não é, por causa de seu impacto duradouro no coração.

A questão principal aqui é, O que você acredita sobre Deus? Como você lida com a alegação de Jesus "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai se não por mim"?{5}. E se você acredita que Deus não existe, ou que você pode viver como quiser e Deus irá deixar você ir para o céu porque você não é um assassino em massa? Precisamos perguntar, E se você estiver errado? Você será separado de Deus para sempre!

É muito justo que os seguidores de Cristo também se façam esta pergunta. E se nós estivermos errados? E se nós estivermos na verdade vivendo uma ilusão de que existe um Deus e um propósito para a vida? Eu diria, "Sabe de uma coisa? Eu ainda viveria uma vida ótima, cheia de paz e propósito e completude". Em última instância, se não há Deus, isso não importaria - nada importaria! - mas eu ainda amaria minha vida. De qualquer modo, se eu estiver certo ou errado, eu ganho."

Essas quatro perguntas matadoras são poderosas para iniciar uma conversa significativa e encorajar a si mesmo e outros, a pensar criticamente. Use-as com sabedoria, esteja preparado para algumas conversas interessantes... e divirta-se!


Notas

1. Nosso companheiro apologista Bill Jack da Worldview Academy (www.worldview.org) também popularizou essas "perguntas matadoras", mas elas são podem ser rastreadas até Sócrates.
2. "Created Male and Female: Biblical Light for a Sexually Darkened World" conferência patrocinada pelo International Council for Gender Studies,
10-12 de outubro, 2003.
3. 1 Pedro 3.15.
4. www.fortunecity.com/emachines/e11/86/duncan2.html
5. João 14.6.


© 2007 Probe Ministries


Sobre a autora

Sue Bohlin é uma preletora associada a Probe Ministries. Ela cursou a Universidade de Illinois, e tem ensinado a Bíblia e sido conferencista por mais de 25 anos. Ela presta o serviço de Mentoring Mom [Mãe Mentora] para a MOPS [Mães de Crianças na Pré-escola], e na diretoria do Living Hope Ministries [Ministério Esperança Viva], um ministério centrado em Cristo para aqueles que lidam com uma homossexualidade indesejada. Ela também é uma calígrafa profissional e ela também ajuda no site de Probe Ministries; mas, mais importante, ela é a esposa do Dr. Ray Bohlin e a mãe de seus dois filhos adultos.

20 janeiro 2009

Só a ciência trata da realidade?

Escrito pelo Dr. Ray Bohlin, traduzido por Allan Ribeiro

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Você ficaria surpreso se ouvisse que as igrejas podem ser proibidas de ensinar qualquer idéia contrária à evolução darwinista? "Impossível!", você diz. "A constituição garante liberdade de expressão! A primeire emenda garante que o congreso não pode passar nenhuma lei que restrinja ou promova qualquer exercício religioso!".

Bem, sim, a constituição diz isso, mas seja paciente comigo e eu te mostrarei porque a resposta para a primeira pergunta deveria ser "sim".

No último número da Nature, provavelmente a mais prestigiosa revista científica no mundo, uma carta ao editor apareceu em 28 de agosto de 2008, página 1049. Dois conhecidos biólogos evolucionistas, Jerry Coyne da Universidade de Chicago, e Matthew Cobb da Universidade de Manchester, escreveram a carta para reclamar de um editorial anterior expressando esperança de que a Templeton Foundation, que financia pesquisas para promover a relação entre ciência e religião, possa produzir algumas resoluções úteis.

Coyne e Cobb não poderiam discordar mais:

Ficamos perplexos com o editorial sobre o trabalho da Templeton Foundation.... Com certeza a ciência trata de encontrar explicações materialistas para o mundo - explicações que podem inspirar aqueles assombrosos sentimentos de admiração, maravilhamento e reverência no hiper-evoluído cérebro humano.

A religião, por outro lado, trata de seres humanos pensando que admiração, maravilhamento e reverência são a pista para entender um universo feito por Deus.... Há um conflito fundamental aqui, um que não pode nunca ser resolvido até que todas as religiões parem de fazer alegações sobre a natureza da realidade (ênfase minha).

O estudo cietífico da religião está realmente cheio de grandes questõe que precisam ser respondidas, tais como por que a crença na religião é negativamente correlacionada com uma aceitação da evolução. Alguém poderia considerar estudos psicológicos de porque os humanos são supersticiosos e crêem em coisas impossíveis....

...Você sugere que a ciência possa produzir "avanços no pensamento teológico". Na verdade, a única contribuição que a ciência pode trazer para as ideias religiosas é o ateismo (ênfase minha).

Coyne e Cobb claramente declaram que a religião não tem autoridade para fazer alegações sobre a realidade. Se a ciência tiver permissão para persistir nesta audaciosa distorção da religião e da ciência, então qualquer tipo de ensinamento que seja crítico a qualquer aspecto da evolução naturalista seria considerado uma influência negativa para a sociedade como um todo. A religião é vista como cruzando seus limites constitucionamente protegidos.

Professores de biologia reclamam constantemente agora que o que eles ensinam sobre a evolução é contradito pelas igrejas que seus alunos frequentam. Isso é obviamente muito frustrante. Se a ciência é o único ramo do conhecimento que tem permissão para fazer alegações sobre a realidade, então os ensinamentos religiosos não deveriam ter permissão para interferir.

Você pode ainda estar pensando que eu estou levando isso longe demais. Pense, contudo, que a California state university já se recusa a dar crédito a cursos de ciência no nível médio que incluam qualquer coisa além da evolução naturalista. Muitos alunos formados em escolas privadas cristãs na Califórnia estão achando que seus cursos de ciência não serão aceitos em universidades estaduais. Essencialmente isso significa que você não entra a não ser que possa compensar esses créditos fazendo cursos de curta duração de ciências em faculdades que satisfaçam o padrão "só evolucionismo".

Governos estaduais pode facilmente decidir que eles precisam ajudar esses alunos de escolas religiosas exigindo que essas escolas religiosas não possam mais ensinar material religioso que contradiga padrões determinados pelo estado. Afinal, trata-se de uma violação da separação entre estado e igreja!

Se você jamais questionou a importância da controvérsia evolução/design inteligente, eu espero que você entenda agora. A não ser que possamos convencer um número suficientemente grande na comunidade científica de que a ciência é limitada e que o assunto das origens é uma dessas limitações, nós podemos não ser capazes de ensinar legalmente os estudantes sobre qualquer coisa sobre a criação ou design inteligente.

Conquanto Coyne e Cobb certamente não representam todos os cientistas, eles não são os únicos! Acredite. Eu assisti um vídeo recentemente de Jerry Coyne fazendo uma apresentação em um encontro científico em que ele basicamente fez a mesma séria afirmação. NINGUÉM levantou objeções. Ele foi aplaudido entusiasticamente. Veja por si mesmo aqui. Conquanto a palestra toda valha a pena ser assistida, os últimos oito minutos, quando ele apresenta um slide somente com a palavra "Religião" escrita, são o segmento chave.

Coyne e outros estão tentando estabelecer o que Nancy Pearcey chamou de divisão fato/valor, em seu livro Total Truth. Para Coyne a ciência é baseada em fatos. Somente explicações materiais são permitidas na ciência, já que a religião é baseada em valores pessoais e não tem nada a ver com fatos. Deste modo, se você tentar injetar seus valores pessoais (Criação, design inteligente) no mundo dos fatos (ciência), isso é uma violação das regras da ciência. Não é permitido.

De acordo com Jerry Coyne, falando no vídeo, a única maneira de aumentar a aceitação da evolução é reduzir ou eliminar a influência da religião. As duas são incompatíveis! Coyne é incapaz de perceber que ele também tem uma cosmovisão, materialismo, que influencia o modo como ele interpreta as informações da ciência. Ele crê erroneamente que está sendo objetivo em sua interpretação.

Esta é uma batalha tanto cultural quanto científica. Para maiores informações e recursos de Probe para ajudar você a instruir a si e a outros sobre a evolução e o design inteligente, veja www.redeemingdarwin.com e pesquise nossos artigos em www.probe.org. Se nós não “derrubarmos fortalezas” como essa, podemos nos encontrar atrás de impenetráveis muros silenciosos.


Sobre o autor

Raymond G. Bohlin é presidente de Probe Ministries. Ele é formado pela universidade de Illinois (zoologia), pela North Texas State University (Mestrado em genética de populações), e pela University of Texas em Dallas (mestrado e doutorado em biologia molecular). Ele é o co-autor do livro The Natural Limits to Biological Change, serviu como editor-geral de Creation, Evolution and Modern Science, foi co-autor de Basic Questions on Genetics, Stem Cell Research and Cloning (The BioBasics Series), e publicou numerosos articles de jornal. Dr. Bohlin foi nomeado um Research Fellow [Pesquisador Associado] do Discovery Institute's Center for the Renewal of Science and Culture em 1997-98 e 2000.


© 2008 Probe Ministries

26 dezembro 2008

Em busca da verdade

Equipando os Santos
edição n° 30 - Teresina, 25/12/2008


Em busca da verdade

Não sou adepto da idéia de que tudo é relativo, que "todos os caminhos levam a Deus" e de que não existe UMA verdade, mas várias. Se isso fosse verdade, já seria UMA verdade, a verdade absoluta e incontestável e geraria uma contradição lógica inaceitável.

Então, se há somente UMA verdade, o dever de todo homem honesto é perseguí-la. Se há um Deus, essa verdade deriva necessariamente Dele. Neste caso, devemos usar todo o nosso entendimento para conhecê-Lo, saber o que Ele quer de nós e como podemos voltar para Ele. Digo voltar para Ele porque as principais doutrinas religiosas concordam que estamos separados da divindade.

É isso que creio que possamos fazer, um exame do que nos apresentam em nome de Deus, (partindo do ponto de vista do homem, que se lança em busca Dele. É claro que a tradição judaico-cristã nos ensina que Deus se revela a nós e eu acredito nisso, mas estou falando aqui especialmente para aqueles que não compartilham essa crença e desejam conhecer a verdade), separando o que faz sentido do que não faz, guardando o primeiro.

Esta é uma capacidade (a de examinar os fatos e separar o que faz sentido do que não faz e que chamamos ordinariamente de lógica) que temos, mas que é pouco usada, especialmente em assuntos referentes à fé, que é geralmente rotulada de irracional. Isso pode ser verdade para todas as tradições religiosas, mas não para o cristianismo, pois é a verdade. E todo homem honesto e intelectualmente apto pode comprovar isso por si.

Não me interessa a concordância de todo mundo e nem agradar a gregos e troianos à custa da verdade. Meu objetivo aqui é defender o que é logicamente defensável. E isso certamente é o que o cristianismo biblicamente revelado e racionalmente interpretado nos oferece.

Deus abençoe você!
Allan Ribeiro

***


Nesta edição

1. A história do natal parte I, Chuck Missler mostra a influência do paganismo sobre a tradição do natal.
2. A história do natal parte II, Chuck Missler agora fala da influência judaica e cristã sobre o natal e traz a posição do que os cristãos de hoje devem ter diante desta festa.
3. A hipótese nebular - Crendo no inacreditável, o terceiro artigo de Chuck Missler nesta edição mostra as intrigantes possibilidades sobre o surgimento dos planetas.
4. Outro Lázaro veio, Phill Steller volta ao blog, desta vez com um excelente estudo sobre uma das mais intrigantes parábolas de Jesus.

25 dezembro 2008

A história do natal, parte II

Por Chuck Missler, traduzido por Allan Ribeiro
K-house (visite nosso website para uma assinatura GRÁTIS)


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Na semana passada examinamos as festas pagãs que eram celebradas no fim de dezembro. Por causa dessas raízes pagãs, muitos cristãos crêem que deveríamos evitar o natal como um feriado pagão em última instância. Contudo, a celebração do nascimento de Jesus Cristo tem alguma coisa a ver com os pagãos? Ou é um feriado verdadeiramente cristão que é simplesmente celebrado na época errada do ano?

As Raízes Hebraicas:
O nascimento de Jesus foi previsto séculos antes nas Escrituras Hebraicas [Antigo Testamento]. Na plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho para redimir a humanidade. Ele enviou Jesus como um bebê para se tornar Deus conosco.

Ouvi, todos os povos, presta atenção, ó terra, e tudo o que nela há; e seja o Senhor DEUS testemunha contra vós, o Senhor, desde o seu santo templo. - Miquéias 5.2

Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra. -Isaías 49.6

Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. -Isaías 7.14

...Mas a terra, que foi angustiada, não será entenebrecida; envileceu nos primeiros tempos, a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, na Galiléia das nações. O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto. -Isaías 9.1-2,6-7

As Raízes Cristãs:

Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de JESUS. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai: E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim; e disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. - Lucas 1.30-35

Cerca de 1950 anos atrás, o estudado e piedoso médico Lucas escreveu a um Teófilo, detalhando a vida de Jesus Cristo. Lucas explicou que ele havia feito uma pesquisa sobre o assunto para que Teófilo pudesse saber com certeza que as coisas que lhe contaram sobre Jesus eram verdadeiras (Lucas 1.4). Lucas deve ter falado com Maria em pessoa, pois ele conta coisas que só ela poderia saber.

'Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração.' - Lucas 2.19.

Lucas conta a Teófilo do nascimento de Jesus; como ele nasceu em Belém durante uma época em que todo o mundo romano estava sendo taxado. Pastores nos campos foram surpreendidos por uma hoste de anjos que enchiam o céu, cantando, 'Glória a Deus nas alturas!' e quando lhes contaram, foram encontrar o bebê envolto em panos e deitado em uma manjedoura. Esses pastores então contaram a todo mundo que puderam encontrar sobre as coisas incríveis que eles haviam visto.

A criança cresceu e teve um curto ministério de três anos que terminou com sua morte em uma cruz romana. No entanto, o homem que nasceu em Belém, levantou dos mortos, conforme testemunhado por mais de 500 homens (1 Co 15.6). E ele ainda está transformando os corações e vidas das pessoas que vivem hoje.

Dos primeiros cristãos não há registro de que tenham celebrado o nascimento de Cristo, e a verdadeira data de seu nascimento ficou perdida na história. O primeiro registro menciona a data de 25 de dezembro está no calendário de Filocalo (354 a.D.), que presumiu que a data de nascimento de Jesus tenha sido na sexta-feira, 25 de dezembro em 1 a.D. O papa Júlio I proclamou oficialmente o 25 de dezembro como sendo o aniversário do nascimento de Cristo em 440 a.D. Dar ao 25 de dezembro um significado cristão tem sido entendido como um esforço de ajudar o mundo pagão a abraças o cristianismo e trocar o seu culto a deuses pagãos pelo do único e verdadeiro Deus. Originalmente chamado de Festa da Natividade, o costume se espalhou pelo Egito por volta do ano 432 a.D. e para a Inglaterra pelo fim do sexto século. Por volta do fim do oitavo século, a celebração do Natal havia se espalhado até os países escandinavos.

O natal é celebrado em 6 de janeiro na igreja ortodoxa, no que é também chamado de Epifania do Dia dos Três Reis, o dia que celebra a chegada dos magos que deram ao Cristo menino presentes de ouro, incenso e mirra.

Hoje
O natal prevaleceu largamente sobre as festas pagãs, mas ainda era celebrado com festividades desordeiras e trotes - mais parecido com o Mardi Gras [carnaval celebrado em Nova Orleans] do que com qualquer coisa que se assemelhe com o caráter de Cristo. Os puritanos na Inglaterra puseram o natal fora da lei por anos, e o feriado não era popular na jovem América. Na verdade, o natal não foi declarado um feriado nacional até 26 de junho de 1870.

O feriado então passoupór uma conversão. O natal foi 'reinventado' para a festa mais moderada que conhecemos hoje. Washington Irving e Charles Dickens escreveram contos que apresentavam o natal como uma festa do cuidado pelos pobres e de reunião da família. Como os anjos cantavam acima dos pastores naquela primeira noite, o natal é 'paz na terra, boa vontade aos homens'.

Conclusão:
A época ainda é uma mistura de tradições puxadas de várias fontes. Enquanto muitas delas tem pouco a ver com Jesus, a maioria sãp atividades moralmente neutras. No entanto, mesmo enquanto Papai Noel passa rindo pela rua em um caminhão dos bombeiros e Hershey faz a festa com sinos de chocolate embalados em papel alumínio, a realidade do nascimento de Cristo abre espaço. Presépios em prças e em frente de igrejas lembram o grande presente de Deus - o Rei dos reis deitado em uma manjedoura, observado por pastores. As canções de natal que declaram 'O Senhor chegou' e 'Vamos adorá-lo' são cantadas de porta em porta [uma tradição americana], nos lembrando a todos o que Deus fez.

é uma época do ano em que as pessoas podem falar mais livremente de Jesus, o Salvador, e quando até mesmo os sem-fé estão desejosos de participar de um culto de véspera de natal. É uma época verdadeiramente preciosa que Deus nos deu, durante a qual podemos espalhar as Boas Novas de Seu Filho. Glória a Deus nas alturas!

Que a sua celebração do nascimento de Cristo possa honrar a quem deu a si mesmo por nós como o sacrifício máximo de amor. Que tudo o que fazemos possa refletir o amor e a compaixão de nosso Salvador e trazer glória ao Seu nome.


Links Relacionados (em inglês):

The Origins of Our Christmas Traditions - Koinonia House

24 dezembro 2008

A hipótese nebular - crendo no inacreditável

Mitos de nossos dias:

Crendo no Inacreditável

por Chuck Missler, traduzido por Allan Ribeiro

"Ninguém pode acreditar em coisas impossíveis", Alice riu.

"Eu ouso dizer que você não teve muita prática" disse a Rainha. "Quando eu tinha a sua idade, eu sempre fazia isso por meia hora por dia. Ora, algumas vezes eu acreditava em não menos que seis coisas impossíveis antes do café-da-manhã".

Através do Espelho, por Lewis Carroll 1

Para uma cultura presumidamente esclarecida, nossas vidas - e livros escolares - estão contaminados com uma série impressionante de crenças que passam por científicas, mas estão, na verdade em contradição com as evidências disponíveis. Precisamos considerar muitos de nossos acalentados mitos com cauteloso ceticismo e não permitir conjecturas disfarçadas de fatos provados. Com todo o interesse no recente [2002] alinhamento de cinco planetas - Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno no céu noturno ocidental - um dos melhores ajuntamentos em 20 anos (veja o gráfico abaixo),2 o assunto pode ser ótimo para puxar conversa [no original, "conversation piece", algum assunto, ou objeto que é usado pelos cristãos para introduzir o tema da salvação em uma conversa com uma visita].

A Hipótese Nebular

A maioria de nós foi ensinada que os planetas de nosso sistema solar vieram do sol. Pode ser uma surpresa que há sérias dificuldades científicas com essa suposição. Na verdade, uma análise cuidadosa das evidências existentes sugere algumas surpreendentes possibilidades alternativas.

Imanuel Kant, em seu General History of Nature and Theory of the Heavens [História Geral da Natureza e Teoria dos Céus], em 1755 na Alemanha, teorizou que uns quatro bilhões de anos antes, o sol teria ejetado uma cauda, ou um filamento, de material que esfriou e se condensou e, assim, formou os planetas. Kant é geralmente tido como o pai do que é comumente chamado de a "hipótese nebular", mas o verdadeiro pai dessa teoria foi na verdade Emanuel Swedenborg (1688-1772). Swedenborg escreveu seu tratado de cosmologia em 1734, em latim: Prodromus Philosophiae Retiocinantis de Infinito et Cause Creationis .Vinte e um anos antes da publicação de Kant, Swedenborg propôs que is planetas eram o resultado da condensação de uma gaze de filamento ejetado do sol. Swedenborg era um engenheiro de minas com uma larga gama de interesses e também alegava ter poderes psíquicos. Historiadores e biógrafos parecem levá-lo bastante a sério e um número de incidentes públicos fizeram com que seu companheiro, Swedes de Estocolmo, considerá-lo irrefutável. Ele alegou ter confirmado sua hipótese nebular através de sessões espíritas com homens de Júpiter, Saturno e lugares mais distantes (cerca de 20 anos antes, em 1712, quando Swedenborg estava com 24 anos, ele teve a oportunidade de visitar Edmund Halley, em Cambridge, que descreveu para ele os vários aspectos dos cometas e de suas caudas. Halley havia feito um estudo sobre os relatos acerca de vários cometras medievais, suas trajetórias orbitais, datas e descrições e, claro, é famoso por suas previsões acerca do cometa que ainda leva o seu nome).

O famoso matemático Pierre Simon Laplace (1749-1827) endossou a teoria de Kant, mas sem checar as validações matemáticas que ele era capaz de prover. Assim, a hipótese nebular ganhou respeitabilidade geral, a despeito de sérias falhas matemáticas. Escritores subseqüentes continuaram a desenvolver variações desta visão mesmo que dificuldades crescentes a tenham tornado bastante duvidosa.

As Dificuldades Aumentam

O sol contêm 99,86% de toda a massa do sistema solar. Ainda assim, o sol contém somente 1,9% do movimento angular. Os nove planetas contêm 98.1% (isto já era conhecido à época de Laplace um século atrás). Não há explicação plausível que dê apoio a uma origem solar dos planetas. James Jeans (1877-1946) salientou que os planetas exteriores são muito maiores do que os interiores (Júpiter é 5.750 vezes mais massivo do que Mercúrio, 2.958 vezes mais massivo do que Marte, etc.). Esta é uma dificuldade também para as teorias atuais. Outras observações parecem levantar enigmas ainda mais provocativos com respeito à nossa história planetária:

  • Há três pares de taxas rápidas de spin entre nossos planetas: Marte e Terra, Júpiter e Saturno e Netuno e Urano, que estão todas cerca de 3% umas das outras. Por que?

  • Terra e Marte têm spins com inclinação de eixo virtualmente idênticos (cerca de 23,5°). Por que? (Pelo movimento angular e pelos cálculos orbitais, pareceria que três pares desses planetas podem ter sido trazidos para cá de outro lugar).

  • Por que Marte tem 93% de suas crateras em um hemisfério e somente 7% no outro? Parece que mais de 80% delas ocorreram dentro de mera meia hora!

O Sol Encolhendo

O tamanho do sol mudou com o passar dos anos? John A. Eddy (Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics and High Altitude Observatory em Boulder) e Aram A. Boomazian (um mathemático junto a S. Ross Co. em Boston) parecem ter encontrado evidências de que o sol tem se contraído cerca de 0,1% por século, correspondendo à uma taxa de encolhimento de cerda de 1,5 metro/hora3. A informação que Eddy e Boomazian examinaram abrangia um período de 400 anos de observação solar, então o encolhimento do sol, embora pequeno, é aparentemente contínuo. Se o sol era maior no passado do que é agora a 0,1% por século, um criacionista, que possa acreditar que o mundo foi criado aproximadamente seis mil anos atrás, tem pouco para se preocupar: o sol teria sido somente 6% maior na criação do que é agora. No entanto, se a taxa de mudança do raio do sistema solar permaneceu constante, 100 mil anos atrás o sol teria o dobro do tamanho que tem agora, e é difícil imaginar que qualquer vida pudesse existir sob tais condições alteradas. Ainda assim, 100 mil anos é um tempo minúsculo quando se lida com as tradicionais escalas de tempo evolucionistas 4.

Além do que, presumindo (por um raciocínio do tipo uniformista) que a taxa de encolhimento não mudou com o tempo, então a superfície do sol teria tocado a superfície da terra algum tempo no passado igual a aproximadamente 20 million a.C. E, já que as escalas de tempo comumente presumidas para a evolução orgânica variam de 500 milhões de anos a 2.000 milhões de anos5, parece especialmente impressionante, já que todo o desenvolvimento evolucionário, exceto os últimos 20 milhões de anos, aconteceram em um planeta que estava dentro do sol!

Visões de Catastrofismo

A maioria dos autores que lidam com a orgiem do universo - e nosso sistema solar - tendem a uniformistas em suas suposições (assim como os astronômos típicos). Os uniformistas agarram-se à suposição de que as coisas permaneceram essencialmente imutáveis ao longo de bilhões de anos. Há evidências, contudo, de que nosso sistema solar passou por uma série de eventos catastróficos, e é difícil ignorar as inúmeras crateras e outras evidências nos planetas - incluindo a Terra, a lua, et al.- como indicativos de uma história extensiva e turbulenta. Observe a lua através de qualquer par de binóculos e fica claro que ela tem estado em uma vizinhança difícil!

Planeta X?

Anomalias não-resolvidas na órbita dos nove [oito, depois do recente "rebaixamento" de Plutão] planetas conhecidos tem levado a numerosas buscas por um ainda-a-ser-descoberto "Planeta X", o qual tem recebido muitos outros nomes: Vulcano, Oceanus e outras designações. O "Planeta X" vem de Percival Lowell, que construiu um observatório particular em Flagstaff, Arizona, e devotou um esforço considerável em suas buscas antes de morrer em 1916. Das quase 1.000 placas fotográficas de sua última pesquisa foram 515 asteróides, 700 estrelas variáveis, e, ironicamente, duas imagens de Plutão (que não foi descoberto até 1930!)

Clyde Tombaugh iniciou suas pesquisas 1929, e descobriu Plutão em 18 de fevereiro de 1930. Ele continuou suas pesquisas por outros 13 anos e examinou 90 milhões de imagnes de cerca de 30 milhões de imagens de estrelas em mais de 30.000 graus quadrados do céu. Ele encontrou um novo aglomerado globular, cinco novos aglomerados abertos de estrelas, um novo superaglomerado de 1.800 galáxias, e muitos novos aglomerados de pequenas galáxias, um novo cometa, cerca de 775 novos asteróides - mas nenhum novo planeta, exceto Plutão. Ele concluiu que nenhum planeta mais brilhante que a magnitude 16,5 existia.6

Outras Conjecturas

Muitas conjecturas provocativas continuam, das perambulações brincalhonas de cometas e outros corpos planetários remotos, com Immanuel Veilikovsky e seu Mundos em Colisão como um exemplo bem conhecido. As notáveis possibilidades sugeridas por Donald Patten, Loren Steinhauer e Ronald Hatch são abordadas em nosso comentário em "the long day of Joshua," e em algumas outras publicações. 7 Eles propuseram um modelo surpreendentemente compreensivo baseado em ressonâncias orbitais entre a órbita de Marte e a da Terra que parecem explicar sete grandes catástrofes bíblicas e que, estranhamente, parecem ser corroboradas pelos escritos de Jonathan Swift em seu As Viagens de Gulliver!8

E Depois?

Está claro, a partir das Escrituras, que as rupturas no sistema solar ainda não acabaram, e muitos ápices entusiasmantes irão na verdade impactar o planeta Terra logo. Também é assombroso que o Soberano do universo irá instalar o Seu quartel-general em um ponto específico de terra neste mesmo planeta em um futuro não muito distante! (Leia sobre isso em Apocalipse 19.22 e os capítulos finais de Isaías, etc. Apertem os cintos! Será uma grande aventura para aqueles que fizeram o seu dever de casa e estão preparados!).

Enquanto isso, sejamos particularmente cautelosos quanto a "crer em coisas inacreditáveis". Vamos reconhecer as tolices que se disfarçam de ciência e discernir as diferenças entre conjecturas interessantes e a verdade verificável. E vamos mensurar a verdadeira natureza da realidade pela referência estabelecida oferecida pelo próprio Criador, a Palavra de Deus. Finalmente, vamos ter certeza de que não negligenciamos nosso futuro compromisso com Ele. Ele está vindo, "Pronto ou não!". Você está?

* * *

Esta artigo foi originalmente publicado no
Personal Update NewsJournal de Junho de 2002 .
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**NOTAS**

  1. Reverendo Charles Lutwidge Dodgson, escrevendo sob o nome de Lewis Carroll, produziu incomparáveis trocadilhos divertidos com significados ocultos. Ver The Annotated Alice, por Lewis Carroll, com anotações por Martin Gardner, Editor de Matemática da Scientific American, Clarkson N. Potter, New York, 1960.

  2. Ver http://www.astronomy.com para maiores detalhes.

  3. Lubkin, Gloria B., Physics Today, V. 32, N°. 17, 1979.

  4. Ordway, Richard J., Earth Science and the Environment , New York: D. Van Nostrand, 1974, p. 130. Fig. 5-23 nesta página traz uma ilustração típica da escala de tempo evolucionista comumente aceita.

  5. Scientific American , V. 239, No. 3, 1978. Todos os artigos nesta edição listam as várias escalas de tempo evolucionistas.

  6. Para uma discussão completa, veja o website http://seds.lpl.arizona.edu/nineplanets/nineplanets/hypo.html#planetx

  7. Veja nossos pacotes informativos, Signs in the Heavens e The Mysteries of the Planet Mars, ou nosso Expositional Commentary on Joshua .

  8. Patten, Donald W., Hatch, Ronald R., e Steinhauer, Loren C., The Long Day of Joshua, Pacific Meridian Publishing Company, Seattle WA, 1973. Também, Patten, Donald, W., e Windsor, Samuel R., Recent Organization of the Solar System, Pacific Meridian Publishing Company, Seattle WA, 1995.