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23 janeiro 2005

Evangelismo e apologética

Escrito por Jerry Williams de Probe Ministries International,

traduzido pelo pastor James A. Choury.

Hoje, como nunca antes, nós cristãos somos chamados a justificar a esperança que temos em Cristo Jesus. Muitas vezes, no contexto do evangelismo, os não-cristãos duvidam da verdade da nossa mensagem. Tirar de alguém suas objeções intelectuais não converterá; só uma mudança de coração fará isso, mas isso não significa que a atividade mental não faz parte de uma conversão genuína. Neste artigo examinaremos o papel e os propósitos da apologética e o uso dela no evangelismo.

A Bíblia contém um versículo que nós exorta a fazer “apologia”. “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vossos corações, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós”. 1 Pedro 3.15. A palavra grega “apologia” significa resposta ou defesa razoável. Quer dizer dar respostas razoáveis à perguntas honestas e sinceras e fazê-lo com humildade, respeito e reverencia.

O versículo sugere que a maneira em que fazemos este trabalho é tão importante quanto as respostas que proferimos. O apóstolo Pedro nos diz que devemos estar “sempre” preparados para dar respostas razoáveis a todos os que perguntam sobre a nossa fé. A maioria dos cristãos precisa estudar muito antes que esse versículo se torne realidade na sua vida.

Qual é o papel da mente no processo da conversão de uma pessoa? Não diz a Bíblia que o descrente está morto no pecado? Não diz a Bíblia que não devemos saber nada mais que Cristo e Ele crucificado? Porque temos que nos preocupar com a apologética se na verdade é o Espírito que atua para converter a alma?

Porém o cristianismo goza e prospera no conhecimento, não na ignorância. Foi Jesus que convidou os discípulos “Vem e veja”. Nós devemos amar a Deus tanto com a nossa mente como com o nosso coração. A igreja primitiva transformou o mundo simplesmente porque soube amar melhor e pensar melhor do que o mundo pagão. Será que nós estamos fazendo estas duas coisas bem em nossos dias?

Muitos cristãos hoje em dia preferem sentir sua fé em vez de pensar nela ou explicá-la. Mas consideremos os seguintes versículos:

Mateus 13.23Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica, e produz a cem, a sessenta e a trinta por um”. Veja Mt 13.19

Atos 8.30Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías, e perguntou: Compreendes o que vens lendo? Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele

Atos 18.4E todos os sábados discorria na sinagoga, persuadindo tanto judeus como gregos.”

Romanos 10.17 "...e assim a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo." Aqui a palavra “pregação” significa ouvir com entendimento.

2 Coríntios 5.11E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos aos homens, e somos cabalmente conhecidos por Deus....”

Será possível ter a fé que salva sem entendimento? É possível entender sem raciocinar? Algumas pessoas chegam a Cristo por meio de uma crise pessoal, outras porque se sentem isoladas ou rejeitadas, outras por causa de uma inseguridade emocional. Mas muitas também experimentam obstáculos intelectuais que dificultam sua aceitação de Cristo como Senhor e Salvador. Essas freqüentemente só encontram Cristo quando ficam satisfeitas com as respostas às suas dúvidas.

Os que estão evangelizando hoje em dia reconhecem a necessidade de dar respostas às perguntas dos descrentes com quem estão falando.

Para nós sermos eficientes no evangelismo precisamos saber que muitas pessoas não compartilham ou até rejeitam a cosmovisão cristã. Um professor de uma faculdade recentemente disse que, em sua opinião, o maior impedimento ao progresso social no mundo é precisamente a comunidade cristã. Não ganharemos tais pessoas com uma simples apresentação das quatro leis espirituais. Precisamos realmente saber o pensamento, a filosofia e os argumentos de tais pessoas para lhes persuadir com a verdade.

Vejamos três estratégias comuns que não dão certo para transformar o mundo para Cristo:

A primeira é a estratégia defensiva. Neste plano o cristão está sobremodo preocupado em conservar a fé evitando o contato com o mundo. Ele pergunta: quão forte são os muros que temos edificado ao redor de nós mesmos? Como podemos melhor conservar o pouco que temos? Em 2 Coríntios 10, o apóstolo Paulo diz que é o mundo que fica atrás dos muros do erro e do mal. O ensino de Paulo é que os cristãos devem estar montando ofensivas contra as fortalezas do erro. Deveríamos estar ganhando terreno, não só conservando nossa pequena ilha segura.

Outros usam uma estratégia derrotista. Eles já deram a vitória ao mundo. Dizem que nos últimos dias a fé diminuirá. Os homens irão de mal a pior. Não se encontrará a fé. Nada que nós podemos fazer mudará a situação. Não tem jeito. A Bíblia diz assim. Porém ninguém sabe o dia nem a hora da volta de Cristo. É possível que Ele demore mais uns anos. Estamos sob ordens de atuar. De trabalhar até a Sua voltar. Deus ainda é soberano. Ele ainda pode mudar vidas. Bem aventurado o servo que Jesus encontra trabalhando até o momento de Sua vinda ao mundo.

Uma terceira estratégia é só contar aos outros as nossas experiências religiosas pessoais. Contar nossos sentimentos e emoções. Porem muitas pessoas encontram sentimentos e emoções iguais dentro de outras religiões ou com o uso das drogas, mantras, e a meditação. Para a pessoa se converter a Cristo precisa lutar intelectualmente com as declarações e proposições de Cristo. Precisa ficar convencido de que Cristo é o único caminho para Deus. Que Cristo viveu, morreu e ressuscitou corporalmente e que na Sua morte pagou a nossa dívida com Deus, recebeu o nosso merecido castigo. Precisa se arrepender (mudar de idéia) e crer em Cristo. Essas são atividades intelectuais e não só emocionais.

Vamos concluir com alguns princípios importantes para sermos eficientes em trazer outros à salvação.

1. Precisamos ir aos descrentes: Atos 17.17Por isso dissertava na sinagoga, entre os judeus e os gentios piedosos: também na praça todos os dias, entre os que se encontravam alí”.

2. Comuniquemo-nos com as pessoas. Compartilhar o evangelho requer comunicação. Precisamos focalizar as pessoas. É responsabilidade dos cristãos esclarecer e explicar a verdade a toda pessoa disposta a nos ouvir. 2 Cr 5.11

3. Precisamos nos relacionar bem com as pessoas. Tanto os corações como as cabeças precisam estar juntos no evangelismo pessoal. 1 Ts 2.8 "... assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos, não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a nossa própria vida, por isso que vos tornastes muito amados de nós”.

4. Tirar as barreiras, verdadeiras ou imaginárias que impedem o indivíduo de ouvir e considerar seriamente a mensagem de Cristo. Jeremias 1.10Olha que hoje te constituo sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares, e também para edificares e para plantares”. Às vezes precisamos demolir os muros do erro para que a verdade possa penetrar na mente e no coração dos nossos ouvintes.

5. Compartilhar o plano da salvação com as pessoas. A tarefa é grande. É mister falar com tantas pessoas quantas for possível. Deixemos os resultados com o Senhor. Nosso trabalho é falar. Atos 16.14

6. Faça o apelo. 2 Cr 5.20. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus.”

7. Discipulá-los. Eles precisam ser alicerçados na fé (na doutrina). A transformação da mente requer dados, informações e exemplos de pessoas vivendo mesmo a vida cristã. Conservação de fruto requer doutrinamento, cuidado pessoal, oração, muito amor e paciência.

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